
Ilha do Baleal 2009
Nas noites de breu
pelas cavernas
húmidas e frias
de fim de mundo,
moro onde ninguém
me vê, sem portas nem janelas
ergo as mãos
e toco o nada
de teias de aranha
e rolo na tumba
sem nada alcançar
não se cura a insegurança
e as feridas
não cicatrizam...
...busco esse mundo perdido
há quem me tema a alma
e a vontade
que me ata pés e mãos
nos confins da intimidade
das trevas do desconhecido...

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