A tarde está cinzenta
vazia, nua e gelada...
uma mulher caminha
passos cambaleantes
de alma penada
perdida no denso nevoeiro
por entre tumbas anónimas
o rosto magro está triste
de olhos sem viço
o coração negro, vazio
passa por mim sem me ver...
uma luz rasga as trevas
cuidei ver teus olhos verdes
mas é apenas um carro perdido
na densa névoa
do cemitério à meia-noite
depois de tudo sepultado no silêncio
nas fragilidades
das coisas humanas
alucinação de louca
que tudo deseja e nada tem
senão a cruel realidade...


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