quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Braços caídos

No meio deste mar picado
erro sobre erro
remendo sobre remendo
vida desperdiçada
em pormenores
de areias movediças
e nuvens de tempestade

por vezes nem sabemos os limites,
tantas são as melhorias interiores,
que só sobressai a estrutura

desajeitada
imatura
superfícial

encoberta pelas próprias armadilhas
da vida impiedosa
sempre à espera dos incautos
que pensam serem eles os heróis

e, quando dão por eles
estão atolados, sem escapatória;
a vida pregou-lhes uma rasteira
como tantas outras...

e, por mais que resistas
acabarás de braços caídos
ao longo do corpo
tristes como um gemido...

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