quarta-feira, março 31, 2010

Gatos conversando...

- Califa, queres ir ver esta noite o AVATAR em 3D?

quinta-feira, março 18, 2010

Ilusão ou sonho

Cavando cada vez mais fundo
dentro das minhas própria trevas
e como o amor e a solidão
de que nos cobrimos
como vestes de gelo se tratassem
e quando tens a consciência do mal
mas mesmo assim o praticas
eu estive no Inferno
mas consegui dele sair...

Esses tempos que se estenderam
com sede de certezas
pelas noites sem alma

Em que suportavas o meu mau humor
e aguardavas o meu regresso
depois de me teres inventado
há milhões de anos

Diante daquela calma
na altura existente
e daquela triateza penetrante
de nada haver

Não seria uma ilusão,
eu não teria sonhado
essa vida inexistente?

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Braços caídos

No meio deste mar picado
erro sobre erro
remendo sobre remendo
vida desperdiçada
em pormenores
de areias movediças
e nuvens de tempestade

por vezes nem sabemos os limites,
tantas são as melhorias interiores,
que só sobressai a estrutura

desajeitada
imatura
superfícial

encoberta pelas próprias armadilhas
da vida impiedosa
sempre à espera dos incautos
que pensam serem eles os heróis

e, quando dão por eles
estão atolados, sem escapatória;
a vida pregou-lhes uma rasteira
como tantas outras...

e, por mais que resistas
acabarás de braços caídos
ao longo do corpo
tristes como um gemido...

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Sapatinhos vermelhos


Será que calçando este sapatinho, me vou transformar num Príncipe?

Pensamento do dia...

Num mundo que transborda de perguntas, em que o sentido de justiça é... e a liberdade não se sabe o que é...

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Pensamento deslizante

Pintura a óleo - A. Sobral/08


Quando segues pelas névoas
brilhantes dos meus pensamentos
quer estejas desvairada
ou
calma e serena
vai também o mundo seguindo
numa violência só dele
e é como se não fizesse
parte daquele todo
que é a minha e a tua vida,
como mundo á parte
daquela violência permissiva,
que não sendo connosco
também é nossa a eternidade
e como tiro no charco
vencendo o medo
que quando
navegas pelas águas profundas
do teu espírito
em que o nada é tudo
em marés de desilusões
afloram-te continentes inteiros
de sentimentos
e nós não sentimos nada...